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"Mastering others is strenght, mastering yourself is the true power." Lau Tzu

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Recaídas

Perdi-me

Tudo o que me definia quanto pessoa desapareceu, TUDO. Quer seja do lado profissional, quer seja pessoal. Tudo o que eu era foi-se sem mais nada, num piscar de olhos. Não tenho crises de ansiedade mas o vital voltou a estar na carteira, just in case, e a verdade é que me sinto perdida, magoada, tal como uma garota indefesa. Sei que a isto se chama depressão, sei-o pela mudança de humor que me ocorre diariamente, sei-o pelo sentimento de querer discutir com todos e com ninguém, a vontade de fugir e ao mesmo tempo a inércia imensa que me tolhe os movimentos. Perdi-me quando as crises de ansiedade voltaram, fui-me afundando e quando achei que estava em recuperação, não estava, estava apenas a mudar de estado, do gasoso para o liquido mas nunca para o sólido. No meio de isto tudo tenho rasgos de felicidade, de entusiasmo, tenho a velha Cátia, ou a Cátia conquistada após a primeira batalha contra a ansiedade, ao de cima, mas são apenas rasgos, e uma andorinha não faz a Primavera.

Dói-me tudo, custa-me tudo, tenho medo de tudo, sobretudo de mim mesma e da inércia que me tolhe, de não saber mais quem sou. Um dia de cada vez, cada sorriso uma vitória, cada dia com entusiasmo, uma lufada de ar fresco e é isso e isso é tudo, por agora.

Decisões

Há pouco mais de um mês comecei a tomar medicação para a ansiedade: escitalopram. A habituação ao medicamento foi difícil, levei muito tempo para deixar de sentir náuseas e conseguir tomar um comprimido inteiro, que segundo o psiquiatra (sim psiquiatra) é a dose mais baixa de todas que se pode tomar deste medicamento. Eu, que sempre fui uma anti-medicação, rendi-me e aceitei tomar o mesmo, tentar,…dar tréguas à mente e ao corpo por uns meses, ter uma vida “normal”….

A verdade é que os ataques de pânico praticamente desapareceram, a par com as dores de estômago, mas, comecei a sentir maiores flutuações de humor e hipocondria.  Nunca, como nos últimos tempos, me senti tão hipervigilante do meu corpo nem com a sensação de que ando a tapar buracos na minha saúde, quando após correr para os médicos e fazer carradas de exames, me apercebo de que fisicamente estou bem.

São rios de dinheiro e de tempo perdidos, frustração e a sensação de ser parvinha.

Ontem foi dia de ir ao médico e discutir as opções a tomar. Arriscar aumentar a medicação? Desistir de medicação? Começar uma diferente?

O poder , e consequentemente, a responsabilidade da decisão a tomar, recai sobre mim, mas, e apesar de me sentir perdida, não queria que mais ninguém tenha esse poder.

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Escitalopram I

Hoje comecei a tomar medicação, escitalopram.

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Hipocondríaco, quem eu?!

Uma pessoa que sofre de TAG é claramente dado ao drama, e falo por mim, que se tenho uma dor no dedo mindinho do pé esquerdo, a primeira coisa que penso é que este pode estar fracturado, se está fracturado sem me recordar onde é que o possa ter lesionado é porque devo ter osteoporose, que só pode estar ligada ao Síndrome de Cushing ,dado que este se deve ao elevado aumento de cortisol, vulgo hormona do stress, e essa, sabemos nós ansiosos, temos para dar e vender. Conclusão: sou  hipocondríaca, ou tal qual um ser do sexo oposto, só consigo achar que esta dor, que é cada vez mais forte, vai-me matar dentro de dias, caso não vá a correr para o hospital. Na verdade foi só de uma corrida mal dada com umas sapatilhas xpto, mas que não eram adequadas à minha passada.

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Dolce Far Niente – Ser ou Fazer

Quarta-feira à noite no encontro semanal de Couchsurfing

(conversa entre uma portuguesa, um israelita e um americano)

Eu: De onde vens?

Gal: Israel.

Ed:O que fazes?

Gal:NADA.

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O preço da invulnerabilidade

Não só pró auto-ajuda (livros, palestras,….), mas quando vi os primeiros vídeos desta senhora – Bréne Brown (investigadora, tem uns TedTalks melhores que este), algo tocou dentro em mim e fez-me rever a minha vida e as minhas escolhas até este momento (tipo filme), e foi como algo se tivesse revelado.

Sei que este vai ser o tópico principal da consulta de hoje.

Tomar decisões

Tomar decisões deve ser das coisas mais difíceis para mim e não tomá-las também, sendo que parte da minha instabilidade vem exactamente desses momentos em que me encontro “nas salas de espera da vida”, no lugar onde vivem os “nins”. Custa-me mais um “nin” do que um redondo NÃO, custa-me mais a iminência de uma catástrofe do que catástrofe em si. Quando algo corre mal, já eu estou preparada e de peito aberto à espera da mesma, mas aqueles momentos em que ainda não se sabe o desfecho, conseguem-me moer mais do que lidar com esse mesmo desfecho.

E isto sempre foi assim, desde de que me lembro, fosse para decidir algo tão banal como comprar uma blusa,ou que curso escolher. O processo de psicológico (racional e emocional) desgastam-me, ao ponto de hoje ficar “doente” só em pensar em ter de ir comprar algo para vestir ou uma prenda de anos. Talvez o que me custe mais é perceber o momento exacto em que coração e razão se unem, o momento certo para que não me arrependa mais tarde, ou o medo de errar, mesmo sabendo que é a errar que se aprende, e talvez por isso mesmo fui deixando que a vida e as expectativas sociais fossem escolhendo por mim, tendo apenas a tarefa de fazer o melhor que sabia no lugar onde me encontrava.

Tenho noção de que esta recaída veio principalmente porque fui-me colocando em “terras de ninguém” em muitos campos da vida, quis tomar a rédea da minha vida finalmente nas minhas mãos, mas sem ter aprendido antes a controlar o medo de tomar decisões, acumulando-as. Algumas dessas decisões tão importantes ao ponto de me fazerem questionar o meu sistema de valores. Agora, devagarinho, vou desatando esses nós, um a um, e a cada nova decisão, vejo a pressão baixar. Umas doem mais do que outras, umas vão acrescentar feridas “de guerra” às que já existiam, e provavelmente deixar-me mais céptica, menos sonhadora, mais racional, mas sei que todos irão contribuir para o meu crescimento pessoal.

Hoje o coração dói mais um bocadinho, na mesma medida em que se acalmou, e se se acalmou é porque a decisão a curto prazo  foi a melhor que poderia ter tomado (a longo prazo só o tempo o dirá), agora é deixar que o tempo e o travesseiro façam o seu papel.

Ser maquinista do nosso próprio comboio

Ontem tive a maior crise dos últimos tempos, nem respirações, nem victans (dois), nem atarax me queriam fazer acalmar, só tendo adormecido já a noite ía longa. A ida ao psicólogo foi mais uma chapada na cara, um “este comboio está mesmo desgovernado”, temos que tomar medidas mais drásticas. Tinha uma decisão dura para tomar….e como ansiosa que sou, só consegui descansar quando, finalmente, a consegui tomar. Queria chorar, mas as lágrimas não vieram e por isso é que o meu corpo implodiu para dentro. Ontem, também por acaso, este vídeo veio parar-me às mãos e já que não conseguia dormir decidi ouvi-lo. Veio mesmo a calhar, porque é de saber parar que estou a falar.

Não era suposto estares relaxada?

Quem acha que a ansiedade não vai connosco de férias ou de fim-de-semana, desengane-se. No meu caso, esta aparece exactamente nessas alturas, sem pedir licença, sem se preocupar com o facto de que estou a precisar de descanso e de diversão, se quero ter forças para aguentar o ritmo acelerado do dia-a-dia. Ainda não consegui entender, mas é exactamente quando relaxo que os sintomas físicos surgem. O início das férias pode ser um verdadeiro tormento, sendo que esse tormento pode demorar uma semana inteira a passar.

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