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elástico no pulso

"Mastering others is strenght, mastering yourself is the true power." Lau Tzu

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O que resulta comigo

Qual o teu mapa do mundo?

Podia-me dizer, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? – Alice

Isso depende bastante de onde quer chegar- – disse o Gato

O lugar não importa…. – respondeu Alice.

Então não importa que caminho vai escolher – disse o Gato.

Lewis Caroll, in Alice no País das Maravilhas

Há muito que não venho aqui, por vários motivos, entre eles porque não tenho tido ataques,ainda que tenha tido vários picos de ansiedade que me levaram a recorrer a victans, mas também porque não tinha novas soluções a apresentar sobre como superar crises de ansiedade, nem outras “crises” com que a ansiedade nos presenteia. Tenho andado na minha busca pessoal sobre mim, os outros e o mundo que me rodeia, incluindo as coisas verdadeiramente terrenas e práticas como emprego e casa. Contudo, nos últimos dias descobri algo que pode FINALMENTE trazer alguma luz à minha vida e à vida de muitos dos que sofrem de ansiedade, depressão,…. Não estou a dizer que descobri um milagre nem sequer um cura em X dias, ou num mês, mas descobri algo que vai  de certeza ajudar-me a conhecer-me melhor (em linguagem mais profissional: a conhecer melhor o meu mapa-mundo ou as minhas raízes) e com isso aprender, não só a perceber porque reajo assim ou assado, como a fazer as pazes comigo própria, abraçando o melhor e o pior de mim.

Ontem ao final de 30h de formação em formato super-intensivo (4h+13h+13h) vinha eu a conduzir para casa quando me caiu a “maçã na cabeça”.

A palavra coaching e desenvolvimento pessoal não eram palavras novas para mim desde há um ano ou assim, contudo sempre fui muito céptica em relação a tais coisas. Sou uma pessoa claramente racional (pelo menos é assim que me sinto segura na hora de fazer julgamentos), e por isso palestras motivacionais, desenvolvimento pessoal, estavam, para mim, ao mesmo nível que o Reiki as energias e a medicina alternativa (com excepção da medicina tradicional chinesa e da psicologia), ou seja, estavam fora do meu mundo de possibilidades de experimentar.

Um amigo meu há muito tempo que me tinha falado de ir fazer um curso de desenvolvimento pessoal. Agradeci, e após alguma pesquisa, disse-lhe educadamente que nem pensar, que aquilo não era para mim. Mas há pouco tempo voltei às pesquisas, desta vez de forma mais aprofundada, e este fim-de-semana decidi arriscar a tirar uma certificação em coaching.

Porquê a certificação e não só sessões se sempre mostrei tanta resistência a estas áreas?! podem perguntar vocês. Porque assim “matei” dois coelhos de uma cajadada só. Por um lado percebi os fundamentos e tive acesso a bibliografia que me permitirá aprofundar os conhecimentos na área do desenvolvimento pessoal, percebi a ciência e metodologia por detrás das sessões de coaching, aprendi  a fazer auto-coaching e coaching a amigo e, por outro lado, ficarei com uma certificação que poderá enriquecer o meu currículo profissional.

Usei o verbo ficar no futuro de propósito, pois ainda não sou certificada. Não é assim tão fácil, nem simples. Primeiro, e após digerir toda esta informação, terei de apresentar, um projecto, ou seja, terei de fazer 6h de coaching a um voluntario/a e essas sessões terão de ser avaliadas, para que possa obter a certificação.

Porque é que falo de coaching aqui? Porque é a arte da auto-descoberta e da auto-superação do que estou a falar. É aprender a caminhar para um objectivo com passinhos pequeninos (como os bebés), mas certeiramente e sempre celebrando cada pequena grande conquista,  é a habilidade de olhar resultados fazendo  a “viagem” entre estes e a raiz: o teu  sistema de valores, passando pelas crenças e emoções. Nada disto em metafisico, ou espiritual, mas só e apenas pegando no concreto, no real, usando a psicologia e a programação neuro-linguística para isso. É a arte de te (re)criares, da viagem entre o quem és e em quem te queres tornar, apreciando cada passo dessa viagem.

Ainda não sei exactamente que reprecursões a sessão de ontem irá ter na minha vida, mas garanto que há muito não me sentia assim, tão entusiasmada com algo e com a capacidade de me esquecer que existe um mundo lá fora para lá da sala de formação.

Eu fiz a minha certificação com a coach Marta Castro Ferreira da World Coaching Organization e ADOREI, nem consigo conceber o que seria tê-lo feito com outra pessoa, mesmo que esse outro fosse o Daniel Sá Nogueira. Contudo, o amigo que me desafiou teve a sua experiência de “transformação” (não certificação) com o Mário Caetano, outro coach muito conhecido da nossa praça e também adorou.

Está agora na hora de trabalhar sobre mim com as ferramentas que adquiri durante estes últimos dias. Espero que num futuro próximo possa estar a ajudar outras pessoas também, seja directamente com o coaching, seja tão simplesmente com o meu exemplo.

Durma pela sua saúde

Porque não temos tempo, porque aceleramos o ritmo e temos dificuldade em “desligar” ao final do dia, porque achamos que o corpo está habituado a poucas horas de sono, porque nos habituámos há vários anos a não saber o que é uma noite de sono completa e longa…são várias as justificações que damos aos outros e a nós próprios para noites curtas, ou mal dormidas, sem percebermos que por vezes é aí que reside a cura para muitos dos nossos males, ou a linha que separa a nossa capacidade de nos mantermos sadios: mentalmente e fisicamente.

Eu, durante anos e anos fui assim. Lembro-me que por volta dos 14 anos a médica me dar victans e começar nos ansiolíticos sobre a ameaça de que se não dormisse ela punha-me de baixa e só voltaria a poder ir para a escola no ano seguinte.

A verdade é que eu sempre achei que não precisava de dormir muitas horas. Desde de pequena que me habituei a ir para a cama e demorar uma eternidade para adormecer, durante o ensino básico tive dois episódios de sonambulismo e pouco depois começaram os períodos de insónia. Nunca fui de fazer directas, mas também nunca consegui dormir após as 10h-11h da manhã independentemente da hora a que me deitava, e sestas só quando estava com algum vírus mais forte.

As crises de ansiedade vieram mudar toda esta relação. Comecei a perceber  que era nos dias após as melhores noites de sono que as crises eram menos recorrentes, que o meu humor era menos instável e que eu era “mais eu”. Depois apercebi-me que queria atingir essa tranquilidade sem recursos a medicação e passei a ler sobre o assunto. Ao mesmo tempo, cortei a ligação que fazia entre dormir e ser preguiçosa e retirei a culpa que sentia pelos dias em que dormir e dormir parecia ser a única actividade que conhecia. Quando fiz uma pausa no meu trabalho por três meses, demorei várias semanas a sentir que conseguia fazer mais do que estar na horizontal, mas a verdade é que aos poucos a energia voltou. Hoje, já não preciso de 10-12h de sono profundo, 7-8h são o suficiente para acordar sem me sentir cansada. Aos poucos, voltei a sentir energia para fazer desporto, em vez de me “arrastar”, voltei a querer fazer coisas e a mente voltou a ganhar criatividade, ao mesmo tempo, que passei a “honrar” uma boa noite de sono. Hoje é um dos meus truques para quando sinto o mundo a “desabar”. Nesses dias “rezo” para que o mesmo chegue ao fim e eu possa finalmente dormir, pois sei que no dia seguinte conseguirei ter outro ânimo para enfrentar as situações.

Dormir bem é um dos meus remédios preferidos contra a ansiedade, e tem resultado. Não descurem o vosso sono, com ou sem ansiedade.

Swásthya Yôga

Se há uns anos me tivessem dito que eu iria fazer yôga, eu ter-me-ia rido. Aliás, fi-lo quando alguém uma vez sugeriu para acalmar o stress. Correr, fazer karaté, jogar basket, eram as minhas formas de acalmar, tinha a sensação de que se não libertasse a energia física, a cabeça não acalmava.

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Inspira, expira e não pira

Mindfulness, ou atenção plena: Chamem-lhe nova moda, chamem-lhe banha da cobra, de facto pouco me importa o que lhe chamam, e que de repente as livrarias estejam repletas de Mandalas para colorir como a última salvação contra o stress e ansiedade. Faço alguns exercícios de atenção plena que resultam comigo, mas não pinto livros, aliás, temo que este boom de actividades massificadas para a redução de ansiedade, sob o cunho do mindfulness, venham a colocar em causa o próprio termo  e a sua credibilidade, tal como aconteceu, por exemplo, com o termo sustentabilidade.

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EMDR – Eye Movement Desensitization and Reprocessing

Não era um tópico que estivesse na minha mente escrever já sobre ele, mas uma das pessoas que assumiu ter passado por esta doença, disse-me, um dia destes, que também sofreu vários anos com ansiedade e que a principal técnica que a ajudou a curar-se foi o EMDR. Por isso, achei que valia  a pena explicar um bocadinho mais sobre este processo terapêutico.

O EMDR surgiu na minha vida através de uma amiga que, num dos meus momentos de desespero por não conseguir controlar esta desordem, me aconselhou um psicoterapeuta que utiliza o EMDR. Na altura eu estava desesperada com crises diárias (ataques de pânico e ataques de frustração devidas à incapacidade de os controlar) e, como ansiosa que sou, as palavras CURA e RAPIDEZ, associadas a esta técnica, soaram como sininhos na minha cabeça. Decidi arriscar!

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