Há pouco mais de um mês comecei a tomar medicação para a ansiedade: escitalopram. A habituação ao medicamento foi difícil, levei muito tempo para deixar de sentir náuseas e conseguir tomar um comprimido inteiro, que segundo o psiquiatra (sim psiquiatra) é a dose mais baixa de todas que se pode tomar deste medicamento. Eu, que sempre fui uma anti-medicação, rendi-me e aceitei tomar o mesmo, tentar,…dar tréguas à mente e ao corpo por uns meses, ter uma vida “normal”….

A verdade é que os ataques de pânico praticamente desapareceram, a par com as dores de estômago, mas, comecei a sentir maiores flutuações de humor e hipocondria.  Nunca, como nos últimos tempos, me senti tão hipervigilante do meu corpo nem com a sensação de que ando a tapar buracos na minha saúde, quando após correr para os médicos e fazer carradas de exames, me apercebo de que fisicamente estou bem.

São rios de dinheiro e de tempo perdidos, frustração e a sensação de ser parvinha.

Ontem foi dia de ir ao médico e discutir as opções a tomar. Arriscar aumentar a medicação? Desistir de medicação? Começar uma diferente?

O poder , e consequentemente, a responsabilidade da decisão a tomar, recai sobre mim, mas, e apesar de me sentir perdida, não queria que mais ninguém tenha esse poder.

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