Se há uns anos me tivessem dito que eu iria fazer yôga, eu ter-me-ia rido. Aliás, fi-lo quando alguém uma vez sugeriu para acalmar o stress. Correr, fazer karaté, jogar basket, eram as minhas formas de acalmar, tinha a sensação de que se não libertasse a energia física, a cabeça não acalmava.

Como a vida é irónica. Quando uma crise de ansiedade vem (= vários dias com ansiedade a níveis elevados que se manifestam a nível corporal, ou psicológico), uma simples caminhada pode parecer uma prova de esforço imensa, perco peso à velocidade da luz, o corpo pede calma e a cabeça só pede para dormir.

O yôga entrou na minha vida pouco antes da ansiedade, quando deixei de poder correr durante uns meses (mal conseguia andar) devido a uma lesão no joelho. Assim que pude voltar a correr lá deixei o yôga, só tendo voltado quando, após uma corrida tive o primeiro ataque de pânico, de uma série de muitos, que me levaram a sentir de rastos.

Swásthya foi o primeiro tipo de yôga que experimentei. Depois deste, e antes de escolher o “estilo”/a linha/a corrente li, experimentei várias aulas de outros tipos, mas voltei ao Swásthya. Com o DeRose pouco me identifico (li o livro dele e tudo me pareceu demasiado comercial), mas com o ambiente das escolas, a forma de dar aulas, as técnicas,…tudo em mim acalma. O que é de estranhar, pois eu deveria ser mais do estilo  Yoga dinâmico, mas a verdade é que aquelas sequências, principalmente a posição do cão com a cabeça para baixo vezes e vezes sem conta, dá-me conta dos nervos.

Foi no Swásthya que o meu corpo acalmou quando comecei com TAG, é com o Swásthya que hoje combato enjoos (da medicação que iniciei e da qual me arrependo várias vezes por dia) e faltas de energia, da mesma forma que vou mantendo o corpo saudável e reforço a capacidade de estar no aqui e no agora que o mindfulness refere.

Porque é que resulta?! Não sei, mas comigo resulta. Talvez seja o ambiente jovial sorridente e optimista de todos, talvez seja por não parecer um lugar religioso e antes um “clube de amigos”, talvez seja porque de facto dá uma “tareia” no corpo e nos obriga a querer ir mais além, talvez seja da luz azul e do relaxamento no final, ou de ser tão focado na respiração (pranayama) e de talvez ser mesmo esse o segredo de como acalmar o sistema nervoso. Seja o que for, comigo resulta…sei que o yôga resulta para mais gente que sofre de TAG. Talvez não resulte para todos, ou apenas essas pessoas ainda não descobriram qual o estilo que melhor se adapta a elas.

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