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elástico no pulso

"Mastering others is strenght, mastering yourself is the true power." Lau Tzu

The Noonday Demon

Em Portugal sob o titulo de O demónio da depressão e em brasileiro por O demónio do meio-dia, é uma verdadeira “biblia” sobre a depressão, escrito por Andrew Solomon, um verdadeiro escritor que sentiu, e continua a sentir, na pele o que é viver com depressão, com episódios aqui e ali ansiedade e ataques de pânico. Como este livro alia experiência na primeira pessoa como muita investigação fazendo uma resenha histórica e o mostrando o estado de arte da depressão um pouco por todo o mundo, passando por todos os estratos sociais, penso que deveria fazer parte da lista dos must to read para quem se interessa verdadeiramente por estes temas, seja para  se aceitar melhor ou compreender outro alguém.

Apesar de não falar de ansiedade de forma directa, a verdade é que me revi em muita da informação do livro. Foi-me, no final do meu processo terapêutico, indicado pelo meu psicólogo para melhor compreender o que se passava comigo. Na altura não me senti psicologicamente preparada para o ler e acabei por me esquecer. Foi só quando pensei começar em escrever um livro sobre a minha própria experiência sobre ansiedade que decidi que seria bom, não só ver o que já tinha sido escrito por um verdadeiro escritor sobre tema semelhante, como ter uma fonte de inspiração sobre como guiar esse mesmo livro.

Nunca cheguei a escrever nada, para além destes pequenos posts, mas o livro foi e tem sido uma “bíblia” e um bálsamo para a alma nos dias menos bons.

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Qual o teu mapa do mundo?

Podia-me dizer, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? – Alice

Isso depende bastante de onde quer chegar- – disse o Gato

O lugar não importa…. – respondeu Alice.

Então não importa que caminho vai escolher – disse o Gato.

Lewis Caroll, in Alice no País das Maravilhas

Há muito que não venho aqui, por vários motivos, entre eles porque não tenho tido ataques,ainda que tenha tido vários picos de ansiedade que me levaram a recorrer a victans, mas também porque não tinha novas soluções a apresentar sobre como superar crises de ansiedade, nem outras “crises” com que a ansiedade nos presenteia. Tenho andado na minha busca pessoal sobre mim, os outros e o mundo que me rodeia, incluindo as coisas verdadeiramente terrenas e práticas como emprego e casa. Contudo, nos últimos dias descobri algo que pode FINALMENTE trazer alguma luz à minha vida e à vida de muitos dos que sofrem de ansiedade, depressão,…. Não estou a dizer que descobri um milagre nem sequer um cura em X dias, ou num mês, mas descobri algo que vai  de certeza ajudar-me a conhecer-me melhor (em linguagem mais profissional: a conhecer melhor o meu mapa-mundo ou as minhas raízes) e com isso aprender, não só a perceber porque reajo assim ou assado, como a fazer as pazes comigo própria, abraçando o melhor e o pior de mim.

Ontem ao final de 30h de formação em formato super-intensivo (4h+13h+13h) vinha eu a conduzir para casa quando me caiu a “maçã na cabeça”.

A palavra coaching e desenvolvimento pessoal não eram palavras novas para mim desde há um ano ou assim, contudo sempre fui muito céptica em relação a tais coisas. Sou uma pessoa claramente racional (pelo menos é assim que me sinto segura na hora de fazer julgamentos), e por isso palestras motivacionais, desenvolvimento pessoal, estavam, para mim, ao mesmo nível que o Reiki as energias e a medicina alternativa (com excepção da medicina tradicional chinesa e da psicologia), ou seja, estavam fora do meu mundo de possibilidades de experimentar.

Um amigo meu há muito tempo que me tinha falado de ir fazer um curso de desenvolvimento pessoal. Agradeci, e após alguma pesquisa, disse-lhe educadamente que nem pensar, que aquilo não era para mim. Mas há pouco tempo voltei às pesquisas, desta vez de forma mais aprofundada, e este fim-de-semana decidi arriscar a tirar uma certificação em coaching.

Porquê a certificação e não só sessões se sempre mostrei tanta resistência a estas áreas?! podem perguntar vocês. Porque assim “matei” dois coelhos de uma cajadada só. Por um lado percebi os fundamentos e tive acesso a bibliografia que me permitirá aprofundar os conhecimentos na área do desenvolvimento pessoal, percebi a ciência e metodologia por detrás das sessões de coaching, aprendi  a fazer auto-coaching e coaching a amigo e, por outro lado, ficarei com uma certificação que poderá enriquecer o meu currículo profissional.

Usei o verbo ficar no futuro de propósito, pois ainda não sou certificada. Não é assim tão fácil, nem simples. Primeiro, e após digerir toda esta informação, terei de apresentar, um projecto, ou seja, terei de fazer 6h de coaching a um voluntario/a e essas sessões terão de ser avaliadas, para que possa obter a certificação.

Porque é que falo de coaching aqui? Porque é a arte da auto-descoberta e da auto-superação do que estou a falar. É aprender a caminhar para um objectivo com passinhos pequeninos (como os bebés), mas certeiramente e sempre celebrando cada pequena grande conquista,  é a habilidade de olhar resultados fazendo  a “viagem” entre estes e a raiz: o teu  sistema de valores, passando pelas crenças e emoções. Nada disto em metafisico, ou espiritual, mas só e apenas pegando no concreto, no real, usando a psicologia e a programação neuro-linguística para isso. É a arte de te (re)criares, da viagem entre o quem és e em quem te queres tornar, apreciando cada passo dessa viagem.

Ainda não sei exactamente que reprecursões a sessão de ontem irá ter na minha vida, mas garanto que há muito não me sentia assim, tão entusiasmada com algo e com a capacidade de me esquecer que existe um mundo lá fora para lá da sala de formação.

Eu fiz a minha certificação com a coach Marta Castro Ferreira da World Coaching Organization e ADOREI, nem consigo conceber o que seria tê-lo feito com outra pessoa, mesmo que esse outro fosse o Daniel Sá Nogueira. Contudo, o amigo que me desafiou teve a sua experiência de “transformação” (não certificação) com o Mário Caetano, outro coach muito conhecido da nossa praça e também adorou.

Está agora na hora de trabalhar sobre mim com as ferramentas que adquiri durante estes últimos dias. Espero que num futuro próximo possa estar a ajudar outras pessoas também, seja directamente com o coaching, seja tão simplesmente com o meu exemplo.

Perdi-me

Tudo o que me definia quanto pessoa desapareceu, TUDO. Quer seja do lado profissional, quer seja pessoal. Tudo o que eu era foi-se sem mais nada, num piscar de olhos. Não tenho crises de ansiedade mas o vital voltou a estar na carteira, just in case, e a verdade é que me sinto perdida, magoada, tal como uma garota indefesa. Sei que a isto se chama depressão, sei-o pela mudança de humor que me ocorre diariamente, sei-o pelo sentimento de querer discutir com todos e com ninguém, a vontade de fugir e ao mesmo tempo a inércia imensa que me tolhe os movimentos. Perdi-me quando as crises de ansiedade voltaram, fui-me afundando e quando achei que estava em recuperação, não estava, estava apenas a mudar de estado, do gasoso para o liquido mas nunca para o sólido. No meio de isto tudo tenho rasgos de felicidade, de entusiasmo, tenho a velha Cátia, ou a Cátia conquistada após a primeira batalha contra a ansiedade, ao de cima, mas são apenas rasgos, e uma andorinha não faz a Primavera.

Dói-me tudo, custa-me tudo, tenho medo de tudo, sobretudo de mim mesma e da inércia que me tolhe, de não saber mais quem sou. Um dia de cada vez, cada sorriso uma vitória, cada dia com entusiasmo, uma lufada de ar fresco e é isso e isso é tudo, por agora.

A mente como um céu azul…

Estou há que tempos para escrever sobre o Headspace do qual já fiz as 10 primeiras aulas mais do que uma vez. A alegoria que fazem que me ficou mais foi também esta: a mente como um céu azul, por isso republico do blog É Preciso ter karma.

É preciso ter Karma

Há uns tempos encontrei uma app para ajudar a meditação chamada Headspace. É bastante interessante para quem está a dar os primeiros passos, com um design muito apelativo. Quem não tem smartphone pode usar o site. E tem umas animações muito engraçadas, que ajudam a perceber o funcionamento da nossa mente.

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Durma pela sua saúde

Porque não temos tempo, porque aceleramos o ritmo e temos dificuldade em “desligar” ao final do dia, porque achamos que o corpo está habituado a poucas horas de sono, porque nos habituámos há vários anos a não saber o que é uma noite de sono completa e longa…são várias as justificações que damos aos outros e a nós próprios para noites curtas, ou mal dormidas, sem percebermos que por vezes é aí que reside a cura para muitos dos nossos males, ou a linha que separa a nossa capacidade de nos mantermos sadios: mentalmente e fisicamente.

Eu, durante anos e anos fui assim. Lembro-me que por volta dos 14 anos a médica me dar victans e começar nos ansiolíticos sobre a ameaça de que se não dormisse ela punha-me de baixa e só voltaria a poder ir para a escola no ano seguinte.

A verdade é que eu sempre achei que não precisava de dormir muitas horas. Desde de pequena que me habituei a ir para a cama e demorar uma eternidade para adormecer, durante o ensino básico tive dois episódios de sonambulismo e pouco depois começaram os períodos de insónia. Nunca fui de fazer directas, mas também nunca consegui dormir após as 10h-11h da manhã independentemente da hora a que me deitava, e sestas só quando estava com algum vírus mais forte.

As crises de ansiedade vieram mudar toda esta relação. Comecei a perceber  que era nos dias após as melhores noites de sono que as crises eram menos recorrentes, que o meu humor era menos instável e que eu era “mais eu”. Depois apercebi-me que queria atingir essa tranquilidade sem recursos a medicação e passei a ler sobre o assunto. Ao mesmo tempo, cortei a ligação que fazia entre dormir e ser preguiçosa e retirei a culpa que sentia pelos dias em que dormir e dormir parecia ser a única actividade que conhecia. Quando fiz uma pausa no meu trabalho por três meses, demorei várias semanas a sentir que conseguia fazer mais do que estar na horizontal, mas a verdade é que aos poucos a energia voltou. Hoje, já não preciso de 10-12h de sono profundo, 7-8h são o suficiente para acordar sem me sentir cansada. Aos poucos, voltei a sentir energia para fazer desporto, em vez de me “arrastar”, voltei a querer fazer coisas e a mente voltou a ganhar criatividade, ao mesmo tempo, que passei a “honrar” uma boa noite de sono. Hoje é um dos meus truques para quando sinto o mundo a “desabar”. Nesses dias “rezo” para que o mesmo chegue ao fim e eu possa finalmente dormir, pois sei que no dia seguinte conseguirei ter outro ânimo para enfrentar as situações.

Dormir bem é um dos meus remédios preferidos contra a ansiedade, e tem resultado. Não descurem o vosso sono, com ou sem ansiedade.

Faz o melhor por ti

Os meus pais ofereceram-me este livro pelo Natal, que já está quase todo lido.

A Jessica, uma das actrizes da nossa praça, também passou por crises de ansiedade, ataques de pânico,…. e tal como eu procurou alternativas naturais à medicação. Podem ler a sua história neste livro, assim como em concreto o que faz diariamente para manter o equilibrio.

Eu rendi-me à medicação à cerca de dois meses atrás, mas não encontrei na mesma o resultado esperado. As alternativas postas foram: aumentar, trocar, para e encontrar alternativas. Eu decidi-me pela última e este livro talvez me ajude a encontrar o caminho.

Fica a sugestão!

Decisões

Há pouco mais de um mês comecei a tomar medicação para a ansiedade: escitalopram. A habituação ao medicamento foi difícil, levei muito tempo para deixar de sentir náuseas e conseguir tomar um comprimido inteiro, que segundo o psiquiatra (sim psiquiatra) é a dose mais baixa de todas que se pode tomar deste medicamento. Eu, que sempre fui uma anti-medicação, rendi-me e aceitei tomar o mesmo, tentar,…dar tréguas à mente e ao corpo por uns meses, ter uma vida “normal”….

A verdade é que os ataques de pânico praticamente desapareceram, a par com as dores de estômago, mas, comecei a sentir maiores flutuações de humor e hipocondria.  Nunca, como nos últimos tempos, me senti tão hipervigilante do meu corpo nem com a sensação de que ando a tapar buracos na minha saúde, quando após correr para os médicos e fazer carradas de exames, me apercebo de que fisicamente estou bem.

São rios de dinheiro e de tempo perdidos, frustração e a sensação de ser parvinha.

Ontem foi dia de ir ao médico e discutir as opções a tomar. Arriscar aumentar a medicação? Desistir de medicação? Começar uma diferente?

O poder , e consequentemente, a responsabilidade da decisão a tomar, recai sobre mim, mas, e apesar de me sentir perdida, não queria que mais ninguém tenha esse poder.

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Tentar não desanimar

Pensei que não viria aqui tão cedo, ou pelo menos não  enquanto estivesse de viagem. Vim cheia de esperança em saber controlar a minha cabeça, rendida à medicação diária por uns meses e segura de que tudo estava bem com o meu estômago e que eu só tinha que dar tempo ao tempo para o meu corpo ganhar energia  outra vez e bactérias boas. Vim cheia de esperanças num período de calma e regresso ao desfrutar da vida, um dia de cada vez, coisa que não tem acontecido, ainda que eu tente tirar o melhor de cada dia.

A cabeça parece melhor ainda que eu saiba que lá no fundo não esteja completamente bem. O corpo deteriorou-se, ou então  estava só demasiado fraco para a mudança de clima, de níveis de poluição, de alimentação… A mim pareceu-me uma pequena mudança, mas eu tenho, por experiência própria, que (ainda) não sei medir esforços nem tempos de recuperação.

Parece uma anedota, ou uma série de infelizes coincidências. Eu prefiro pensar que assim seja, do que afinal ter algo grave que me esteja a deprimir o sistema imunitário. Também sei que lido muito mal com a doença e que a minha ansiedade migrou nos últimos meses para a hipocondria, daí se tornar ainda mais difícil perceber a gravidade da coisa.

Curiosamente também tenho sonhado bastante com os “problemas” que ficaram em Portugal e não fosse este sistema em baixo e eu não quereria voltar a não ser para celebrar o Natal com os que mais amo.

Contudo, aprendi a ver o lado bom das coisas, dos dias, a viver devagarinho e a encontrar algo de bom em cada dia, mesmo quando esse dia teve febre e dores à mistura.

INSIDE OUT = Divertida Mente

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